segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Porque o papa renunciou?

Tô passando por aqui rapidinho, acabei de chegar de viajem e do trabalho, me sinto casada, mas não pude deixar de ler esse texto, e decidir publicar. Só tenho a agradecer pelo carinho e respeito que Bento XVI teve e tem com a juventude católica. Muito obrigada por ser nosso pastor em épocas tão difíceis, e por ter nos ajudado e impulsionado a viver a santidade. Obrigada por sua primeira encíclica que falava sobre o AMOR, ela me tirou o medo, me ajudou... Em Julho, Jornada da Juventude não poderei vê-lo, mas sentirei sua presença e intercessão, disso tenho certeza. Hoje podemos ver em seus olhos o peso do mundo, dos meus pecados. Muito, muito obrigada papa, pai, por ser nosso amigo, nosso guia.
Segue o texto. Ele fala por si só. A verdadeira causa da renúncia do Papa 17. fevereiro 2013 · Write a comment · Categories: Perseguição Religiosa, formação · Tags: jovem católico, padre paulo, Papa, renúncia O artigo que você vai ler abaixo se transformou, nestes últimos dias, no ícone do sentimento do jovem católico frente a renúncia do Papa. Alcançou uma repercussão enorme e rendeu milhares de acessos. Foi escrito por um jovem católico de 23 anos e traduzido do espanhol por Padre Paulo Ricardo. . A verdadeira causa da renúncia do Papa Tenho 23 anos e ainda não entendo muitas coisas. E há muitas coisas que não se podem entender às 8 da manhã quando te dirigem a palavra para dizer com a maior simplicidade: “Daniel, o papa se demitiu”. E eu de supetão respondi: “Demitiu?” A resposta era mais do que óbvia, “Quer dizer que renunciou, Daniel, o Papa renunciou!” O Papa renunciou. Assim irão acordar inúmeros jornais da manhã, assim começará o dia para a maioria. Assim, de um instante para o outro, uns quantos perderão a fé e outros muitos fortalecerão a sua. Mas este negócio de o Papa renunciar é uma dessas coisas que não se entendem. Eu sou católico. Um entre tantos. Destes católicos que durante sua infância foi levado à Missa, depois cresceu e foi tomado pelo tédio. Foi então que, a uma certa altura, joguei fora todas as minhas crenças e levei a Igreja junto. Porém a Igreja não é para ser levada nem por mim, nem por ninguém (nem pelo Papa). Depois a uma certa altura de minha vida, voltei a ter gosto por meu lado espiritual (sabe como é, do mesmo jeito como se fica amarrado na menina que vai à Missa, e nos guias fantásticos que chamamos de padres), e, assim, de forma quase banal e simples, continuei por um caminho pelo qual hoje eu digo: sou católico. Um entre muitos, sim, porém, mesmo assim, católico. Porém, quer você seja um doutor em teologia ou um analfabeto em escrituras (destes como existem milhões por aí), o que todo mundo sabe é que o Papa é o Papa. Odiado, amado, objeto de zombaria e de orações, o Papa é o Papa, e o Papa morre como Papa. Por isto, quando acordei com a notícia, como outros milhões de seres humanos, nos perguntamos: por que? Por que renuncias, senhor Ratzinger? Ficou com medo? Foi consumido pela idade? Perdeu a fé? Ganhou a fé? E hoje, depois de 12 horas, acho que encontrei a resposta: o Senhor Ratzinger renunciou, porque é o que ele fez a sua vida inteira. É simples assim. O Papa renunciou a uma vida normal. Renunciou a ter uma esposa. Renunciou a ter filhos. Renunciou a ganhar um salário. Renunciou à mediocridade. Renunciou às horas de sono, em troca de horas de estudo. Renunciou a ser um padre a mais, porém também renunciou a ser um padre especial. Renunciou a encher sua cabeça de Mozart, para enchê-la de teologia. Renunciou a chorar nos braços de seus pais. Renunciou a estar aposentado aos 85 anos, desfrutando de seus netos na comodidade de sua casa e no calor de uma lareira. Renunciou a desfrutar de seu país. Renunciou à comodidade de dias livres. Renunciou à vaidade. Renunciou a se defender contra os que o atacavam. Pois bem, para mim a coisa é óbvia: o Papa é um sujeito apegado à renúncia. E hoje ele volta a demonstrá-lo. Um Papa que renuncia a seu pontificado, quando sabe que a Igreja não está em suas mãos, mas na de algo ou alguém maior, parece-me um Papa sábio. Ninguém é maior que a Igreja. Nem o Papa, nem os seus sacerdotes, nem seus leigos, nem os casos de pederastia, nem os casos de misericórdia. Ninguém é maior do que ela. Porém, ser Papa a esta altura da história, é um ato de heroísmo (destes que se realizam diariamente em meu país e ninguém os nota). Eu me lembro sem dúvida da história do primeiro Papa. Um tal… Pedro. Como foi que morreu? Sim, numa cruz, crucificado como o seu mestre, só que de cabeça para baixo. Nos dias de hoje, Ratzinger se despede da mesma maneira. Crucificado pelos meios de comunicação, crucificado pela opinião pública e crucificado por seus próprios irmãos católicos. Crucificado à sombra de alguém mais carismático. Crucificado na humildade, essa que custa tanto entender. É um mártir contemporâneo, destes a respeito dos quais inventam histórias, destes que são caluniados, destes que são acusados, e não respondem. E quando responde, a única coisa que fazem é pedir perdão. “Peço perdão por minhas faltas”. Nem mais, nem menos. Que coragem, que ser humano especial. Mesmo que eu fosse um mórmon, ateu, homossexual ou abortista, o fato de eu ver um sujeito de quem se diz tanta coisa, de quem tanta gente faz chacota e, mesmo assim, responde desta forma… este tipo de pessoas já não existe em nosso mundo. Vivo em um mundo onde é divertido zombar do Papa, porém é pecado mortal fazer piada de um homossexual (para depois certamente ser tachado de bruto, intolerante, fascista, direitista e nazista). Vivo num mundo onde a hipocrisia alimenta as almas de todos nós. Onde podemos julgar um sujeito que, com 85 anos, quer o melhor para a Instituição que representa. Nós, porém, vamos com tudo contra ele porque, “com que direito ele renuncia?” Claro, porque no mundo NINGUÉM renuncia a nada. Como se ninguém tivesse preguiça de ir à escola. Como se ninguém tivesse preguiça de trabalhar. Como se vivesse num mundo em que todos os senhores de 85 anos estivessem ativos e trabalhando (e ainda por cima sem ganhar dinheiro) e ajudando a multidões. Pois é. Pois agora eu sei, senhor Ratzinger, que vivo em um mundo que irá achá-lo muito estranho. Num mundo que não leu seus livros, nem suas encíclicas, porém que daqui a 50 anos ainda irá recordar como, com um gesto simples de humildade, um homem foi Papa e, quando viu que havia algo melhor no horizonte, decidiu afastar-se por amor à Igreja. Morra então tranquilo, senhor Ratzinger. Sem homenagens pomposas, sem corpo exibido em São Pedro, sem milhares chorando e esperando que a luz de seu quarto seja apagada. Morra então como viveu, embora fosse Papa: humilde. Bento XVI, muito obrigado por suas renúncias. OBS: Quero somente pedir minhas mais humildes desculpas se alguém se sentiu ofendido ou insultado com meu artigo. Considero a cada uma (mórmons, homossexuais, ateus e abortistas) como um irmão meu, nem mais nem menos. Sorriam, que vale a pena ser feliz. Texto original: http://oehd.wordpress.com/2013/02/12/siempre-renuncias-benedicto/

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Decifrando o amor. Serviço de utilidade pública.

O amor não ilumina o seu caminho. O nome disso é poste. > O amor não traça o seu destino. O nome disso é GPS. > O amor não te dá forças para superar os obstáculos. O nome disso é tração nas quatro rodas. > O amor não mostra o que realmente existe dentro de você. O nome disso é endoscopia. > O amor não atrai os opostos. O nome disso é imã. > O amor não é aquilo que dura para sempre. Isso é a Hebe Camargo. > O amor não é aquilo que surge do nada e em pouco tempo está mandando em você. Isso é DilmaRousseff. > O amor não é aquilo que te deixa sem fôlego. O nome disso é asma. > O amor não é aquilo que te faz perder o foco. O nome disso é miopia. > O amor não é aquilo que te deixa maluco, te fazendo provar várias posições na cama. Isso é insônia. > O amor não faz os feios ficarem pessoas maravilhosas. O nome disso é dinheiro. > O amor não é o que o homem faz na cama e leva a mulher à loucura. O nome disso é esquecer a toalha molhada. > O amor não é aquilo que toca as pessoas lá no fundo. O nome disso é exame de próstata. > O amor não faz a gente enlouquecer, não faz a gente dizer coisas pra depois se arrepender. Isso é vodka. > O amor não faz você passar horas conversando no telefone. O nome disso é promoção da TIM/OI/VIVO/CLARO... > O amor não te dá água na boca. O nome disso é bebedouro. > Amor não é aquilo que, quando chega, você reza para que nunca tenha fim. Isso é férias. > O amor não é aquilo que te alegra mas depois te decepciona. Isso é pote de sorvete. > O amor não é aquilo que entra na sua vida e muda tudo de lugar. O nome disso é empregada nova. > O amor não é aquilo que te deixa bobo, rindo à toa. O nome disso é maconha. > O amor não é aquilo que gruda em você mas quando vai embora arranca lágrimas. O nome disso é cera quente.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Para a quarta-feira de cinzas - Mude. Texto de Edson Marques.

Mude Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade. Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa. Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa. Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos. Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros, Viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias. Tente o novo todo dia. o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor. a nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações. Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... tome banho em novos horários. Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes. Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias. Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores. Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus. Mude. Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo. E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda ! "Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena" (Edson Marques)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Eu quero ser feliz agora.

Partilhando com vocês, algo que escrevi a muito tempo no meu caderninho que estava a um tempinho esquecido na estante. Quando escrevi esse texto sentia uma dor enorme em meu coração, uma dor que não conseguia dar nomes, foi difícil escrever sem borrar a caneta... Hoje quando peguei o caderno e abri na página a qual está manuscrito este texto, pude ter a graça de interpretá-lo de outra forma, se antes quando o escrevia sentia dor e tristeza, hoje pude perceber a felicidade e certezas em passar pelo doloroso processo de cura, acredito que ele nunca acaba, nós sempre vamos ter que orar um pouco mais, esperar um outro tanto, chorar algumas vezes, e sim, e tentar buscar o equilíbrio em meio ao turbilhão. A vida não para. Me permitindo o direito de ser egoísta, hoje eu não estou nem um pouco bem, resolvi deixar escrito algo que tem ouriçado meu peito. ... O que existe de mais doloroso no processo da cura interior são as dores que precisamos carregar ladeira à cima, hoje mesmo em meio a tantas dificuldades e dores posso sentir a misericórdia de Deus agindo sobre mim, vindo ao encontro e me ajudando a superar tudo com sabedoria. Fitar o olhar em Deus me faz segui a diante, enfrentar meus fantasmas, confiar em seu amor, despojar-me em sua graça. Comungar o corpo e o sangue de Cristo me dá forças para mais uma semana de superação e conquista. O que eu e você não podemos esquecer é que Deus está aqui ao nosso lado, e mesmo que em momentos de fraqueza achemos que não, é quem nos leva em seus braços porque não sabe nos deixar para trás. De tudo fica a certeza de que minhas lágrimas de hoje serão ouro amanhã." Sim, eu consigo ver FELICIDADE nisso tudo... e à quero agora.
http://www.youtube.com/watch?v=X495oVHbZ98

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Tudo novo, de novo.

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Tenho escrito muita coisa... a uns tempos atrás numa viajem, levei um caderno e escrevi... ainda tenho feito isso, e decidi compartilhar. Estou passando da hora hoje, já era hora de dormir, então vou deixar aqui um texto que traduz um pouco o que tenho passado.
E, no meio de tantas mudanças, muitas rupturas. Algumas coisas foram encaminhadas pro novo destino, outras se perderam irremediavelmente. O que sobrou posso contar nos dedos, antes eu mal conseguia fechar as gavetas_ tão abarrotadas de coisas, pessoas, lembranças. Mas o que houve afinal, além de um processo íntimo, pessoal, intransferível? Uma mudança externa também, porque há sempre um desconforto em quem se acostuma com o nosso comportamento mais antigo. E além de lidar com o luto da morte do que éramos, ainda o estranhamento dos que não aceitam o que nos tornamos. Porque mudam os gostos, a disposição e os planos. E alguns reagem como se você os tivesse abandonado no meio de uma viagem a dois por outro continente, quando só você sabia falar a língua local mesmo que os impedisse de aprender o idioma . E, no meio de tantas mudanças, algumas desavenças. Só porque aqueles mesmos não entendem, não entendem, não entendem, porque não querem aceitar, que tudo é tão dinâmico e que nem deve ter sido tão brusca essa mudança, mas que a coisa maturou durante um tempo em que só queriam que você se envolvesse numa história DELES, que se misturasse nas emoções DELES, que traduzisse o mais íntimo DELES. E, ao mesmo tempo, você estava amadurecendo uma mudança sua e a coisa toda doía, doía. Mas eles não perceberam. Porque a demanda sobre a vaidade deles era grande demais, importante demais, imprescindível demais pra sua poesia. E, de repente, a minha poesia não queria falar mais sobre nada disso. Minha poesia queria ser uma carta anônima, um silêncio, uma brincadeira. Minha poesia não queria ser nada além de uma frase jogada do mais íntimo de uma iluminação sobre um determinado assunto. Porque, no final das contas, o que escrevo nem é poesia... é prosa, é carta, é desabafo, é qualquer coisa. É um bilhete manuscrito pregado no espelho só pra desejar “Bom Dia! Marla de Queiroz