quinta-feira, 7 de novembro de 2013

nada,

Pode a gente sentir falta de algo que nunca teve? A ausência é torturante, massante, esmagadora. E parece que eu tenho feito tudo errado, e eu estou fazendo tudo errado. Um misto de sentimentos que se apossam de mim agora... foram todos os caminhos que poderiam ser traçados, tantas escolhas que poderiam ser feitas e nada aconteceu... nada.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Reinventar-se é preciso.

"Sei que já vi borboletas voarem faltando um pedaço da asa e rosas incríveis desabrocharem num copo com água... E é disso que me nutro para acreditar que a "meteorologia" nem sempre está certa e que dias tão cinzentos podem ser prefácios de noites com sol..." Marla de Queiroz.

domingo, 2 de junho de 2013

Quem não queria viver uma história de amor assim?

Agradecendo a Deus pelo dia de hoje, senti vontade de partilhar com vocês. Celebrar o aniversário de 51 anos de casados dos meus avós é celebrar também a amizade de duas crianças que se apaixonaram, casaram cedo e tiveram seis filhos, é celebrar a dureza que foi criar cada um deles, as noites se dormir, as enchentes, as perdas dos amigos nas quedas das barreiras, a vitória da casa própria, o abrigo e consolo nas perdas dos entes queridos, a alegria em ver os filhos crescidos e constituindo família, a chegada dos netos. É celebrar a maturidade que chegou, é agradecer pelas mãos que cuidam, que levam ao médico, que brigam para tomar remédio quando o outro sente dor. Olhar esses 51 anos que se passaram onde infelizmente só um pouco da metade estive presente é testemunhar como um lar ergueu-se e é sustentado à quadro mãos que antes eram crianças e hoje já são velhas e muitas vezes inspiram nossos cuidado, mãos cheias de experiências e principalmente de sensibilidade. Ver meu avô cantar entre lágrimas uma música que marca a vida deles("Sonhar contigo por toda vida, sonhar teu contigo, ser só teu minha querida/ser só teu até o fim") e entre lágrimas dizer que não poderia ter sido mais feliz me deixa maravilhada, quanto amor! Vejo meus tios e tias, cheios de amor se abraçando, sorrindo e dizendo o quanto são felizes por ter os pais que têm, ouço minha mãe dizer que ama a cada um, com lágrimas nos olhos. Lembro-me de nossas brincadeiras, das músicas que cantamos, das danças, percebo meus primos, lindos, cheios de vida, uns pequenos que ainda tem muito o que aprender, outros nem tanto e só consigo pensar: quanto amor! quanto amor! Quem não queria viver uma história de amor assim? Teria eu motivos para sair de casa hoje? -Não! Termino entre lágrimas expressando meu único desejo que a mais de vinte anos que continua sendo o de sempre: Que nada mude entre nós. Amo vocês, como diz meu avô, até o fim. ♥ Obrigada pela família que me deste Senhor

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Falando de saudade.

A saudade não tem nada de trivial. Interfere em nossa vida de um modo às vezes sereno, às vezes não. É um sentimento bem-vindo, pois confirma o valor de quem é ou foi importante para nós, e é, ao mesmo tempo, um sentimento incômodo, porque acusa a ausência, e os ausentes sempre nos doem.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Compartilhando um texto muito bom que acabei de ler.

Esta é uma prática absolutamente comum entre todos nós. Alguns em maior grau, outros em menor, mas todos falam mal dos outros. Os que falam pouco recriminam os que falam muito. Nas rodas de conversa com os amigos, em família, sempre há fofoca e comentários “maldosos”. Às vezes o fato é verdadeiro e a pessoa de quem se fala tem realmente características negativas (mas quem não as tem?), mas a questão não é essa. A questão é: por que será que as pessoas fazem isso, sentem vontade de falar mais dos defeitos do que das qualidades? Por que será que isso é tão comum? Chego a dizer que é quase irresistível para a maioria das pessoas. Difícil é a gente ver uma roda de conversa onde predomine o elogio e pessoas falando bem dos outros e se esquecendo de falar dos defeitos. Não seria interessante esse comportamento? Não falar dos defeitos e somente falar das qualidades dos outros? Podíamos escolher pessoas com muitas virtudes e gastar muito tempo falando bem delas. Mas isso não tem graça, a conversa não fica interessante. Causa até mal estar nos outros. Geralmente, quando alguém faz um comentário de elogio, outra pessoa (ou a mesma pessoa que fez o elogio) fala logo em seguida “Fulano faz isso de bom mas também tem esse outro lado assim, e assim...” Isso tem a ver com a forma como nós nos sentimos. Quando mais nos sentimos bem a nosso respeito, menos teremos vontade de apontar os defeitos alheios. Quanto mais insatisfeitos, mais teremos essa tendência. E isso ocorre por um fato muito simples. Ao falar mal de alguém temos uma sensação falsa de que somos melhores. Dá um sentimento temporário de superioridade. É uma necessidade de nos elevarmos e isso é feito através do rebaixamento dos outros. Quando sentimos vontade de falar mal de alguém temos um momento ideal para a auto-observação e análise do que sentimos. Pode ser que os defeitos do outro nos incomodem, mas pode ser também que sejam as qualidades da outra pessoa que nos causam ciúme, inveja, raiva. Em qualquer um dos casos, o importante é reconhecer que existe algo de negativo em nós que veio à tona. Esses momentos são ideais para fazer rodadas de auto-aplicação da *EFT – Emotional Freedom Techinques (veja link para apostila gratuita). A técnica é bem simples e tem uma ação muito rápida. Normalmente conseguimos eliminar o sentimento que nos leva a falar mal da pessoa em poucos minutos, o que irá mudar nosso comportamento naturalmente. Pense bem agora em uma pessoa que você tem vontade de falar mal. É preciso avaliar: Estou com raiva? Com inveja? Sinto-me incomodado? Sinto-me ameaçado (na vida profissional, na vida afetiva)? Preciso me elevar? Qualquer que seja a resposta é um sentimento interior negativo e que pode e deve ser eliminado. E devo dizer que para isso não conheço ferramenta mais fácil e rápida do que a EFT. Identificar o sentimento negativo é a parte mais difícil; depois que isso é feito, a técnica pode ser aplicada com facilidade. Com a aplicação regular da EFT ficaremos cada vez mais tranqüilos, seguros, confiantes e isso irá se refletir no nosso comportamento. A ansiedade diminui e a vontade de comentar coisas negativas também. O elogio a terceiros passará também a não nos incomodar e será motivo até de alegria. Você passará até a ver mais as qualidades da pessoa de quem antes só via defeitos e vai passar a compreender melhor os defeitos alheios com menos julgamento. Isto é um exercício diário que poderia ser feito a vida inteira. Utilizando a EFT ocorrerão progressos incrivelmente mais rápidos do que quando usamos somente a reflexão. A reflexão é boa para identificarmos os sentimentos negativos e a EFT é a ferramenta para eliminá-los. Mudar os sentimentos simplesmente através do esforço consciente também produz resultados, porém de forma muito lenta e gradual, levando-se meses ou anos para se obter uma diferença significativa. *Para saber mais sobre a EFT você pode baixar gratuitamente o manual do criador da técnica, Gary Craig. A técnica é muito simples, podendo o básico ser aprendido por qualquer pessoa, seja terapeuta ou não: http://www.resposta-md.com.br/images/eft_brasil.pdf André Lima Terapeuta Holístico - Praticante de EFT, Reiki Máster, Terapeuta Floral

sábado, 4 de maio de 2013

Somos tão jovens!

Não sei o que a crítica anda falando por ai, mas ontem fui assistir a estréia de Somos tão Jovens e amei. O filme conta a história da vida de Renato Russo e tudo que a aconteceu para que a banda Legião Urbana se torna-se o sucesso que foi e é. Pouquíssimos foram os momentos em que eu não chorei, eu que quando ouço as canções do Legião sempre imagino as histórias acontecendo em minha frente pude companhar no filme o processo de criação de algumas, todas as dores, conflitos e revoltas do Renato Russo traduzidas tão bem pelo Thiago Mendonça. Sem dúvida alguma são canções que levarei por minha vida toda, assim como o pesar de não ter podido viver tudo isso de perto. Recomendo. AINDA É CEDO - (NÃO TINHA COMO SER OUTRA) Uma menina me ensinou Quase tudo que eu sei Era quase escravidão Mas ela me tratava como um rei Ela fazia muitos planos Eu só queria estar ali Sempre ao lado dela Eu não tinha aonde ir Mas, egoísta que eu sou, Me esqueci de ajudar A ela como ela me ajudou E não quis me separar Ela também estava perdida E por isso se agarrava a mim também E eu me agarrava a ela Porque eu não tinha mais ninguém E eu dizia: - Ainda é cedo cedo, cedo, cedo, cedo. Sei que ela terminou O que eu não comecei E o que ela descobriu Eu aprendi também, eu sei Ela falou: - Você tem medo. Aí eu disse: - Quem tem medo é você. Falamos o que não devia Nunca ser dito por ninguém Ela me disse: - Eu não sei mais o que eu sinto por você. Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê. E eu dizia: - Ainda é cedo cedo, cedo, cedo, cedo.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

ah o amor...

O amor deveria perdoar todos os pecados, menos um pecado contra o amor. O amor verdadeiro deveria ter perdão para todas as vidas, menos para as vidas sem amor.

Oração de hoje.

Humildade Senhor, fazei com que eu aceite minha pobreza tal como sempre foi. Que não sinta o que não tenho. Não lamente o que podia ter e se perdeu por caminhos errados e nunca mais voltou. Dai, Senhor, que minha humildade seja como a chuva desejada caindo mansa, longa noite escura numa terra sedenta e num telhado velho. Que eu possa agradecer a Vós, minha cama estreita, minhas coisinhas pobres, minha casa de chão, pedras e tábuas remontadas. E ter sempre um feixe de lenha debaixo do meu fogão de taipa, e acender, eu mesma, o fogo alegre da minha casa na manhã de um novo dia que começa.” Cora Coralina

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Trecho.

“Merece ir dormir na tranquilidade e acordar com um sorriso porque está vivendo a melhor época da sua vida. Você merece pessoas verdadeiras, amigos mais próximos e gente desinteressada. Você merece leveza na alma e paz no espírito. Você merece tudo isso de verdade e rezo por você todas as noites, rezo para que tudo isso aconteça logo.” Cartas para Julieta.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O povo fala, o povo fala mesmo ;))

“Falam de tudo. Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzisses, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos. Sobretudo falam do comportamento e falam porque supõem saber. Mas não sabem, porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente. Se sentissem não falariam.” Nelson Rodrigues. Bom dia ;)))

Começando bem. Texto de Nelson Rodrigues.

Acabei de ler e decidir compartilhar com vocês. Texto maravilhoso, eu estava realmente precisando de algo assim para começar a semana. °°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°° "Tarado é toda pessoa normal pega em flagrante" __________________________________________________________________________________________________________ Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos. Ou a mulher é fria ou morde. Sem dentada não há amor possível. Dinheiro compra tudo. Até amor verdadeiro. Só não estamos de quatro, urrando no bosque, porque o sentimento de culpa nos salva. No Brasil, quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte. A morte de um velho amigo é uma catástrofe na memória. Todas nossas relações com o passado ficam alteradas. Deus só freqüenta as igrejas vazias. Copacabana vive, por semana, sete domingos. Não ama seu marido? Pois ame alguém, e já. Não perca tempo, minha senhora! A fome é mansa e casta. Quem não come não ama, nem odeia. Todo ginecologista devia ser casto. O ginecologista devia andar de batina, sandálias e coroinha na cabeça. Como um são Francisco de Assis, com a luva de borracha e um passarinho em cada ombro. A verdadeira grã-fina tem a aridez de três desertos. No passado, a notícia e o fato eram simultâneos. O atropelado acabava de estrebuchar na página do jornal. Não reparem que eu misture os tratamentos de tu e você. Não acredito em brasileiro sem erro de concordância. Nossa ficção é cega para o cio nacional. Por exemplo: não há, na obra do Guimarães Rosa, uma só curra. Os magros só deviam amar vestidos, e nunca no claro. Um filho, numa mulher, é uma transformação. Até uma cretina, quando tem um filho, melhora. O cardiologista não tem, como o analista, dez anos para curar o doente. Ou melhor: - dez anos para não curar. Não há no enfarte a paciência das neuroses Não há ninguém mais vago, mais irrelevante, mais contínuo do que o ex-ministro. Nunca a mulher foi menos amada do que em nossos dias. O Natal já foi festa, já foi um profundo gesto de amor. Hoje, o Natal é um orçamento. Enquanto um sábio negro não puder ser nosso embaixador em Paris, nós seremos o pré-Brasil. Se eu tivesse que dar um conselho, diria aos mais jovens: - não façam literatice. O brasileiro é fascinado pelo chocalho da palavra. Qualquer menino parece, hoje, um experimentado e perverso anão de 47 anos. Quero crer que certas épocas são doentes mentais. Por exemplo: - a nossa. Sexo é para operário. Desconfio muito dos veementes. Via de regra, o sujeito que esbraveja está a um milímetro do erro e da obtusidade. Falta ao virtuoso a feérica, a irisada, a multicolorida variedade do vigarista. Nelson Rodrigues

domingo, 7 de abril de 2013

Exercendo o direito de.

Existem muitas maneiras de se cometer suicídio. Os que tentam matar o corpo ofendem a lei de Deus. Os que tentam matar a alma também ofendem a lei de Deus, embora seu crime seja menos visível aos olhos do homem. Aquele que é sábio, só é sábio porque ama. E aquele que é tolo, só é tolo porque pensa que pode entender o amor O amor é cheio de armadilhas. Quando quer se manifestar, mostra apenas a sua luz – e não nos permite ver as sombras que esta luz provoca. “Ridículo”, penso comigo mesma. “Não existe nada mais profundo que o amor. Nos contos infantis, as princesas beijam os sapos e eles se transformam em príncipes. Na vida real, as princesas beijam os príncipes e eles se transformam em sapos.”

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Soneto do Amigo - Vinícius de Moraes

Enfim, depois de tanto erro passado Tantas retaliações, tanto perigo Eis que ressurge noutro o velho amigo Nunca perdido, sempre reencontrado. É bom sentá-lo novamente ao lado Com olhos que contêm o olhar antigo Sempre comigo um pouco atribulado E como sempre singular comigo. Um bicho igual a mim, simples e humano Sabendo se mover e comover E a disfarçar com o meu próprio engano. O amigo: um ser que a vida não explica Que só se vai ao ver outro nascer E o espelho de minha alma multiplica...

A lágrima presa caiu.

Tua existência em momento algum deixou de ser celebrada por mim. Porque quando eu disse do Amor do Todo que mal cabia aqui, eu não falei de algo com prazo de validade ou de qualquer coisa frágil que não superasse um desencontro temporário. Falo de algo tão maior que desconheço o alcance. Em momento algum te deixei abandonado no céu. Sempre um olhar estava atento, sempre o pulsar do coração cuidando, vibrando sol de paz. Eu vi de longe teu olhar de chuva. O meu também chovia. Porque a nossa conexão é tão terna, tudo em nós é demasiado forte, talvez por isso alguns ruídos tenham sido altos demais para nós. Nossa história, para mim, é guardada feito prece, mantra de amor que transmuta, toca, contagia. Esperei teu tempo, esperei que aquela ardência de qualquer dor trazida à tona fosse redirecionada para um renascimento. Nunca temi que algo se rompesse, porque sei que é grandioso, mas fiquei penosa pelo que não nos acompanhamos durante este período. A crônica que eu escrevi, queria que você tivesse sido o primeiro a ler. Sei que ia fechar seus olhos e compor a paisagem de cada frase descrita. E que ia me olhar com aquela lágrima presa no cantinho do teu olho orvalhado de satisfação pelo que consegui tecer. Porque sempre nos acompanhamos nessas construções. Porque sempre fomos a maior torcida um do outro. E, como pode, nossos abraços, tão os melhores, como pode a gente ter ficado tanto tempo assim sem eles? Marla de Queiroz (porque ela é assim hein?)

terça-feira, 2 de abril de 2013

Vasculhando minhas anotações, partilhando com vocês.

Tu és Três Um missionário espanhol visitava uma ilha quando encontrou três sacerdotes astecas. - Como vocês rezam? - perguntou o padre. - Temos apenas uma oração - respondeu um dos astecas. - Nós dizemos: "Deus, Tu Ès três, nós somos três. Tende piedade de nós." - Bela oração - disse o missionário.- Mas ela não é exatamente a prece que Deus escuta. Vou lhes ensinar uma muito melhor. O padre ensinou uma oração católica, e seguiu seu caminho de evangelização. Anos depois, já no navio que o levava de volta á Espanha, teve que passar de novo por aquela ilha. Do convés, viu os três sacerdotes na praia - e acenou-lhes. Neste momento, os três começaram a caminhar pela água, em direção a ele. - Padre! Padre! - chamou um deles, se aproximando do navio.- Nos ensina de novo a oração que Deus escuta, porque não conseguimos lembrar! - Não importa - disse o missionário, vendo o milagre. E pediu perdão a Deus, por não ter entendido antes que Ele falava todas as línguas. _________________________________________________________________________________________________________________________ Paulo Coelho - Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O amor nunca é cego.

Um dia desses numa divergência de opinião com um amigo acabei recebendo uma mensagem que me impactou bastante, não posso pegar que fiquei triste, fiquei sim. A mensagem entre outras coisas dizia: Você se acostumou a dizer que estou cego!!! ... Esses dias estive refletindo sobre o assunto e me lembrei de um episódio que aconteceu comigo ano passado; Sofro de uma doença chamada psoríase é uma doença de pele causada por stresses, quanto mais fico nervosa, triste, pensativa, quando tenho meu emocional atingido e não consigo externar esses sentimentos com palavras, gritos ou choros meu corpo de enche de manchinhas brancas que crescem, coçam e chegam até a ferir... Ano passado tive uma crise beeeem intensa, estava passando por um momento impar na minha vida, estava complicado, meu corpo estava se enchendo de manchas. Pois bem, as manchas que eu podia ver eram as que estavam no campo de visão que os meus olhos podiam enxergar; Uma pessoa que me conhecia bem por dentro e por fora achou uma manchinha no meu corpo, ela ficava no meu pescoço, bem na parte de trás, onde meu cabelo cobria e eu obviamente não podia enxergar, cheguei a pensar que teria sido uma alergia já que sou cheia delas, tenho alergia a tudo, deixei de usar a correntinha de prata, troquei sabonete e shampoo e nada fazia a "manchinha da alergia" diminuir. E a pessoa lá me dizendo que não era alergia e sim a psoríase... Eu estava tão cega pelo meu desejo de fazer todas aquelas manchas saírem de vez do meu corpo que não enxergava o o que era obvio, estava tão cega que quando coçavam nem me ligava em passar a pomada. ..... Por vezes estamos tão cegos, tão fixados em enxergar apenas o que está ao nosso alcance que a palavra de quem nos conhece não é levada em conta, paciência, um dia a gente aprende. Como eu. "É preciso mudar muito para permanecer o mesmo." Essa frase cabe muito bem ao meu amigo... (lágrimas) O bom é que com toda essa história eu consigo hoje olhá-lo com ainda mais amor, como quando fui olhada, eu posso ver ainda mais suas fraquezas, solidão, carência, consigo senti-lo ainda menino, pequeno, frágil e vejo brotar em mim um amor mais que humano, divino. Posso hoje orientar e ensiná-lo a caminhar a continuar seguindo, como ele mesmo me ensinou tempos atrás. Deus já me permitiu ser teu anjo, e sou. Amo você, muito. http://www.youtube.com/watch?v=lgdUlsmEBb4

domingo, 24 de março de 2013

Eu hein?!... nem morta!

___________________________________________________________________________________________________________________ Sou MULHER, e sendo assim preciso de um HOMEM, não estou disposta (já estive) a mudar um homem algum, quando a princesa dos livros beija sapo para salvar sua vida, ela dá a ele nova vida, torna-o homem, quebra o feitiço. Algumas mulheres pensam em isso pode acontecer de verdade, pode? Quem já tentou e conseguiu ok; Parabéns!!! Eu não acredito em "complexo de heroísmo" já vi muita gente se dar mal nessa história, inclusive eu. Eu, você, nunca mudaremos ninguém, não temos "força" para isso, a mudança é uma onda que começa de dentro, e cada um é domador do tamanho e força que ela terá, ou não. Complexo de heroísmo? Eu hein?!... nem morta! _______ Não estou de mal humor, nem triste, é relato apenas. ;))) __________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________________________ Era uma vez... numa terra muito distante...uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima. Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico... Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre... Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma: - Eu, hein?... nem morta! Luís Fernando Veríssimo

sexta-feira, 22 de março de 2013

Respondendo uma pergunta ;))

Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa. Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado. Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente. Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança. É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade. Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos. Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago. ...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco. Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração. Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria. Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que? Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós. Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava. ... e é assim que se rouba um coração, fácil não? Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então! E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples... é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você. *******************************************************************************************Luís Fernando Veríssimo

quinta-feira, 21 de março de 2013

A amizade verdadeira / Eclo 6,5-17

Quando acordei me deparei com esta passagem bíblica. Diante dos últimos acontecimentos o Senhor me mostra o quanto é valiosa a amizade, mais uma vez, e a maneira que devo me portar diante de tudo. Louvo à Deus porque tenho amigos verdadeiros e de longas datas, e mesmo reconhecendo que alguns não conseguem, não tem tanta maturidade reconheço-me amando-os mesmo assim. Não poderia ser de outra forma. Vejo também minhas falhas e imaturidades, porque não? Não sou perfeita, nunca serei, nunca fui... Partilho com vocês agora a palavra de Deus, para que ela possa ser luz se você está na escuridão e possa ser respostas se andas perguntando. Deus te abençoe. ************************************************************************************************************************* Palavras afáveis aumentam os amigos, e fala amável encontra acolhida. Tenha muitos conhecidos, mas só um confidente entre mil. Se você quiser um amigo, coloque-o à prova, e não vá logo confiando nele. Porque terá amigo de ocasião, que não será fiel quando você estiver na pior. Existe amigo que se transforma em inimigo e envergonhará você, relevando suas coisas particulares. Existe amigo que é companheiro de mesa mas não será fiel quando você estiver na pior. Quando tudo correr bem, ele estará com você mas quando as coisas forem mal, ele fugirá para longe. Se você for apanhado pela desgraça, lhe dará as costas e se esconderá de você. Mantenha-se longe de seus inimigos e seja cauteloso com os amigos. Amigo é proteção poderosa, e quem encontrar, terá encontrado um tesouro. Amigo fiel não tem preço, e o seu valor é incalculável. Amigo fiel é remédio que cura, e os que temem ao senhor o encontrarão. Quem teme ao Senhor tem amigos verdadeiros, pois tal e qual ele é assim será seu AMIGO. ************************************************************************ Eclo 6,5-17

quarta-feira, 20 de março de 2013

Partilhando.

"Seja Feita a Sua Vontade" Senti uma imensa vontade de rezar, e era a primeira vez que isso acontecia - desde que havia me afastado do caminho da fé. Embora sentada no banco, minha alma estava ajoelhada aos pés daquela Senhora á minha frente, a mulher que disse "SIM" quando podia ter dito NÃO, e o anjo buscaria outra, e nenhum pecado haveria aos olhos do Senhor, porque Deus conhece a fundo a fraqueza de seus filhos. Mas ela disse "Seja feita a sua vontade" mesmo quando sentiu que recebia, junto com as palavras do anjo, toda a dor e sofrimento do seu destino; e os olhos do seu coração puderam enxergar o filho amado saindo de casa, as as pessoas que o seguiam e depois o negavam, mas "seja feita a vossa vontade" mesmo quando, no momento mais sagrado da vida de uma mulher, teve que se misturar aos animais de um estábulo para dar a luz, porque assim queriam as Escrituras, "seja feita a sua vontade" mesmo quando, aflita, procurava seu menino pelas ruas, o encontrou no templo. E ele pediu que não o atrapalhasse, porque precisava cumprir outros deveres e outras tarefas "seja feita a vossa vontade" mesmo sabendo que continuaria a busca-lo pelo resto de seus dias, com o coração traspassado pelo punhal da dor, temendo a cada minuto por sua vida, sabendo que ele estava sendo perseguido e ameaçado, "seja feito a sua vontade" mesmo que, ao encontra-lo no meio da multidão, não tenha conseguido chegar perto, "seja feito a sua vontade" mesmo que, quando pediu a alguém para avisa-lo que ela estava ali, o filho tenha mandado dizer que "minha mãe e meus irmãos são estes que estão comigo", "seja feito a sua vontade" mesmo que todos tenham fugido no final, e só ela, outra mulher, e um deles tenha ficado aos pés da cruz, aguentando o risco dos inimigos e a covardia dos amigos, "seja feito a sua vontade". *********************************************************************************************************************** Seja feito a sua vontade, Senhor. Porque Tu conheces a fraqueza do coração dos Teus Filhos, e só entregas a cada um o fardo que pode carregar. Que Tu entendas meu amor - porque ele é a única coisa que tenho de realmente meu, a única coisa que poderei carregar para a outra vida. Faz com que ele se conserve corajoso e puro, capaz de continuar vivo, apesar dos abismos e das armadilhas do mundo.

O outro.

Ainda tenho dois livros que preciso acabar de ler, um que peguei emprestado com um amigo ( A vida como ela é. Nelson Rodrigues. Texto Completo), outro que ganhei (comer, rezar e amar), o primeiro é tão gostoso de ler, por vezes me pego sorrindo, me reconhecendo e reconhecendo os outros, sem contar que no primeiro dia de leitura perdi 5 ônibus de tão envolvida que estava nas crônicas do Nelson Rodrigues, que insisto por vezes em trocar o nome e chamar de Rubens (me lembro da cara de Claudyvan me dizendo: "não!!!! é Rodrigues!" e eu: "é eu sei mas me embaralho" (toda trabalhada na vergonha) juro que foi sem querer, esse tipo de coisas e tantas outras acontecem comigo, coisas de quem pensa mais rápido do que consegue escrever/e ou falar. O segundo foi lido por algumas amigas minhas, e embora ache que é livro de "mulherzinha" vou ler sim, claro!! ultimamente tenho precisado aprender a ser mais "mulherzinha" deixar essa porção "homem" adormecida. [;p] Mas o que eu quero mesmo, é depois desses dois livros encontrar tempo para ler um livro que li à muito tempo atrás que se chama: Nas margens do Rio Pietra eu sentei e chorei. Livro de Paulo Coelho lançado em 1994, li esse livro aos 12 anos, essa época eu devorava o que via pela frente, hoje lembrei dele, de como foi emocionante ler, de como chorei com o final, e por esse ,motivo, será o próximo para a lista da ré-leitura e o mais novo da colação. Segue um trecho do livro, quando fiz novamente a leitura hoje lembre de tanta coisa, entre elas em como o que aprendi com essa leitura foi importante mediante meus passos. Deliciem-se. O outro. - Um sujeito encontra um velho amigo - que vive tentando acertar na vida, sem resultado. "vou ter que dar uns trocados para ele", pensa. Acontece que, naquela noite, descobre que seu velho amigo esta rico, e veio pagar todas as dividas que contraiu ao decorrer dos anos. Vão até um bar que costumavam freqüentar juntos, e ele paga a bebida de todos. Quando lhe indagam a razão de tanto êxito, responde que até dias atrás estava vivendo o Outro. - O que é o Outro? - perguntam. - O Outro é aquele que me ensinaram a ser mas que não sou eu. O Outro pensa que a obrigação do homem é passar a vida inteira pensando em como juntar dinheiro para não morrer de fome quando ficar velho. Tanto pensa,e tanto faz planos, que só descobre que está vivo quando seus dias na terra estão quase terminando. Mas aí é tarde demais. - E você, quem é? - Eu sou o que qualquer um de nós é, se escutar seu coração. Uma pessoa que se deslumbra diante do mistério da vida, que está aberta aos milagres, que sente alegria e entusiasmo pelo que faz. Só que o Outro, com medo de decepcionar-se, não me deixa agir. - Mas existe sofrimento - dizem as pessoas no bar. - Existem derrotas. Mas ninguém escapa delas. Por isso, é melhor perder alguns combates na luta por seus sonhos que ser derrotado sem sequer saber porque você está lutando. - Só isto? - perguntam as pessoas no bar. - Sim. Quando descobri isto, acordei decidido a ser o que realmente sempre desejei. O Outro ficou ali, no meu quarto, me olhando, mas não o deixei mais entrar - embora tenha procurado me assustar algumas vezes, me alertando para os riscos de não pensar no futuro. "A partir do momento em que expulsei o Outro da minha vida, a energia Divina operou seus milagres." Paulo Coelho - Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei

domingo, 10 de março de 2013

Deus me proteja de mim.

Tem muita gente boa ai nos desejando coisas ruins e gente má querendo nos fazer coisas "boas" Que Deus me guarde disso tudo!! Amém!!! Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa. Da bondade da pessoa ruim Deus me governe e guarde ilumine e zele assim Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa. Da bondade da pessoa ruim Deus me governe e guarde ilumine e zele assim Caminho se conhece andando Então vez em quando é bom se perder Perdido fica perguntando Vai só procurando E acha sem saber Perigo é se encontrar perdido Deixar sem ter sido Não olhar, não ver Bom mesmo é ter sexto sentido Sair distraído espalhar bem-querer Grande Chico César!!!!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Porque o papa renunciou?

Tô passando por aqui rapidinho, acabei de chegar de viajem e do trabalho, me sinto casada, mas não pude deixar de ler esse texto, e decidir publicar. Só tenho a agradecer pelo carinho e respeito que Bento XVI teve e tem com a juventude católica. Muito obrigada por ser nosso pastor em épocas tão difíceis, e por ter nos ajudado e impulsionado a viver a santidade. Obrigada por sua primeira encíclica que falava sobre o AMOR, ela me tirou o medo, me ajudou... Em Julho, Jornada da Juventude não poderei vê-lo, mas sentirei sua presença e intercessão, disso tenho certeza. Hoje podemos ver em seus olhos o peso do mundo, dos meus pecados. Muito, muito obrigada papa, pai, por ser nosso amigo, nosso guia.
Segue o texto. Ele fala por si só. A verdadeira causa da renúncia do Papa 17. fevereiro 2013 · Write a comment · Categories: Perseguição Religiosa, formação · Tags: jovem católico, padre paulo, Papa, renúncia O artigo que você vai ler abaixo se transformou, nestes últimos dias, no ícone do sentimento do jovem católico frente a renúncia do Papa. Alcançou uma repercussão enorme e rendeu milhares de acessos. Foi escrito por um jovem católico de 23 anos e traduzido do espanhol por Padre Paulo Ricardo. . A verdadeira causa da renúncia do Papa Tenho 23 anos e ainda não entendo muitas coisas. E há muitas coisas que não se podem entender às 8 da manhã quando te dirigem a palavra para dizer com a maior simplicidade: “Daniel, o papa se demitiu”. E eu de supetão respondi: “Demitiu?” A resposta era mais do que óbvia, “Quer dizer que renunciou, Daniel, o Papa renunciou!” O Papa renunciou. Assim irão acordar inúmeros jornais da manhã, assim começará o dia para a maioria. Assim, de um instante para o outro, uns quantos perderão a fé e outros muitos fortalecerão a sua. Mas este negócio de o Papa renunciar é uma dessas coisas que não se entendem. Eu sou católico. Um entre tantos. Destes católicos que durante sua infância foi levado à Missa, depois cresceu e foi tomado pelo tédio. Foi então que, a uma certa altura, joguei fora todas as minhas crenças e levei a Igreja junto. Porém a Igreja não é para ser levada nem por mim, nem por ninguém (nem pelo Papa). Depois a uma certa altura de minha vida, voltei a ter gosto por meu lado espiritual (sabe como é, do mesmo jeito como se fica amarrado na menina que vai à Missa, e nos guias fantásticos que chamamos de padres), e, assim, de forma quase banal e simples, continuei por um caminho pelo qual hoje eu digo: sou católico. Um entre muitos, sim, porém, mesmo assim, católico. Porém, quer você seja um doutor em teologia ou um analfabeto em escrituras (destes como existem milhões por aí), o que todo mundo sabe é que o Papa é o Papa. Odiado, amado, objeto de zombaria e de orações, o Papa é o Papa, e o Papa morre como Papa. Por isto, quando acordei com a notícia, como outros milhões de seres humanos, nos perguntamos: por que? Por que renuncias, senhor Ratzinger? Ficou com medo? Foi consumido pela idade? Perdeu a fé? Ganhou a fé? E hoje, depois de 12 horas, acho que encontrei a resposta: o Senhor Ratzinger renunciou, porque é o que ele fez a sua vida inteira. É simples assim. O Papa renunciou a uma vida normal. Renunciou a ter uma esposa. Renunciou a ter filhos. Renunciou a ganhar um salário. Renunciou à mediocridade. Renunciou às horas de sono, em troca de horas de estudo. Renunciou a ser um padre a mais, porém também renunciou a ser um padre especial. Renunciou a encher sua cabeça de Mozart, para enchê-la de teologia. Renunciou a chorar nos braços de seus pais. Renunciou a estar aposentado aos 85 anos, desfrutando de seus netos na comodidade de sua casa e no calor de uma lareira. Renunciou a desfrutar de seu país. Renunciou à comodidade de dias livres. Renunciou à vaidade. Renunciou a se defender contra os que o atacavam. Pois bem, para mim a coisa é óbvia: o Papa é um sujeito apegado à renúncia. E hoje ele volta a demonstrá-lo. Um Papa que renuncia a seu pontificado, quando sabe que a Igreja não está em suas mãos, mas na de algo ou alguém maior, parece-me um Papa sábio. Ninguém é maior que a Igreja. Nem o Papa, nem os seus sacerdotes, nem seus leigos, nem os casos de pederastia, nem os casos de misericórdia. Ninguém é maior do que ela. Porém, ser Papa a esta altura da história, é um ato de heroísmo (destes que se realizam diariamente em meu país e ninguém os nota). Eu me lembro sem dúvida da história do primeiro Papa. Um tal… Pedro. Como foi que morreu? Sim, numa cruz, crucificado como o seu mestre, só que de cabeça para baixo. Nos dias de hoje, Ratzinger se despede da mesma maneira. Crucificado pelos meios de comunicação, crucificado pela opinião pública e crucificado por seus próprios irmãos católicos. Crucificado à sombra de alguém mais carismático. Crucificado na humildade, essa que custa tanto entender. É um mártir contemporâneo, destes a respeito dos quais inventam histórias, destes que são caluniados, destes que são acusados, e não respondem. E quando responde, a única coisa que fazem é pedir perdão. “Peço perdão por minhas faltas”. Nem mais, nem menos. Que coragem, que ser humano especial. Mesmo que eu fosse um mórmon, ateu, homossexual ou abortista, o fato de eu ver um sujeito de quem se diz tanta coisa, de quem tanta gente faz chacota e, mesmo assim, responde desta forma… este tipo de pessoas já não existe em nosso mundo. Vivo em um mundo onde é divertido zombar do Papa, porém é pecado mortal fazer piada de um homossexual (para depois certamente ser tachado de bruto, intolerante, fascista, direitista e nazista). Vivo num mundo onde a hipocrisia alimenta as almas de todos nós. Onde podemos julgar um sujeito que, com 85 anos, quer o melhor para a Instituição que representa. Nós, porém, vamos com tudo contra ele porque, “com que direito ele renuncia?” Claro, porque no mundo NINGUÉM renuncia a nada. Como se ninguém tivesse preguiça de ir à escola. Como se ninguém tivesse preguiça de trabalhar. Como se vivesse num mundo em que todos os senhores de 85 anos estivessem ativos e trabalhando (e ainda por cima sem ganhar dinheiro) e ajudando a multidões. Pois é. Pois agora eu sei, senhor Ratzinger, que vivo em um mundo que irá achá-lo muito estranho. Num mundo que não leu seus livros, nem suas encíclicas, porém que daqui a 50 anos ainda irá recordar como, com um gesto simples de humildade, um homem foi Papa e, quando viu que havia algo melhor no horizonte, decidiu afastar-se por amor à Igreja. Morra então tranquilo, senhor Ratzinger. Sem homenagens pomposas, sem corpo exibido em São Pedro, sem milhares chorando e esperando que a luz de seu quarto seja apagada. Morra então como viveu, embora fosse Papa: humilde. Bento XVI, muito obrigado por suas renúncias. OBS: Quero somente pedir minhas mais humildes desculpas se alguém se sentiu ofendido ou insultado com meu artigo. Considero a cada uma (mórmons, homossexuais, ateus e abortistas) como um irmão meu, nem mais nem menos. Sorriam, que vale a pena ser feliz. Texto original: http://oehd.wordpress.com/2013/02/12/siempre-renuncias-benedicto/

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Decifrando o amor. Serviço de utilidade pública.

O amor não ilumina o seu caminho. O nome disso é poste. > O amor não traça o seu destino. O nome disso é GPS. > O amor não te dá forças para superar os obstáculos. O nome disso é tração nas quatro rodas. > O amor não mostra o que realmente existe dentro de você. O nome disso é endoscopia. > O amor não atrai os opostos. O nome disso é imã. > O amor não é aquilo que dura para sempre. Isso é a Hebe Camargo. > O amor não é aquilo que surge do nada e em pouco tempo está mandando em você. Isso é DilmaRousseff. > O amor não é aquilo que te deixa sem fôlego. O nome disso é asma. > O amor não é aquilo que te faz perder o foco. O nome disso é miopia. > O amor não é aquilo que te deixa maluco, te fazendo provar várias posições na cama. Isso é insônia. > O amor não faz os feios ficarem pessoas maravilhosas. O nome disso é dinheiro. > O amor não é o que o homem faz na cama e leva a mulher à loucura. O nome disso é esquecer a toalha molhada. > O amor não é aquilo que toca as pessoas lá no fundo. O nome disso é exame de próstata. > O amor não faz a gente enlouquecer, não faz a gente dizer coisas pra depois se arrepender. Isso é vodka. > O amor não faz você passar horas conversando no telefone. O nome disso é promoção da TIM/OI/VIVO/CLARO... > O amor não te dá água na boca. O nome disso é bebedouro. > Amor não é aquilo que, quando chega, você reza para que nunca tenha fim. Isso é férias. > O amor não é aquilo que te alegra mas depois te decepciona. Isso é pote de sorvete. > O amor não é aquilo que entra na sua vida e muda tudo de lugar. O nome disso é empregada nova. > O amor não é aquilo que te deixa bobo, rindo à toa. O nome disso é maconha. > O amor não é aquilo que gruda em você mas quando vai embora arranca lágrimas. O nome disso é cera quente.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Para a quarta-feira de cinzas - Mude. Texto de Edson Marques.

Mude Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade. Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa. Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa. Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos. Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros, Viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias. Tente o novo todo dia. o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor. a nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações. Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... tome banho em novos horários. Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes. Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias. Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores. Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus. Mude. Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo. E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda ! "Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena" (Edson Marques)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Eu quero ser feliz agora.

Partilhando com vocês, algo que escrevi a muito tempo no meu caderninho que estava a um tempinho esquecido na estante. Quando escrevi esse texto sentia uma dor enorme em meu coração, uma dor que não conseguia dar nomes, foi difícil escrever sem borrar a caneta... Hoje quando peguei o caderno e abri na página a qual está manuscrito este texto, pude ter a graça de interpretá-lo de outra forma, se antes quando o escrevia sentia dor e tristeza, hoje pude perceber a felicidade e certezas em passar pelo doloroso processo de cura, acredito que ele nunca acaba, nós sempre vamos ter que orar um pouco mais, esperar um outro tanto, chorar algumas vezes, e sim, e tentar buscar o equilíbrio em meio ao turbilhão. A vida não para. Me permitindo o direito de ser egoísta, hoje eu não estou nem um pouco bem, resolvi deixar escrito algo que tem ouriçado meu peito. ... O que existe de mais doloroso no processo da cura interior são as dores que precisamos carregar ladeira à cima, hoje mesmo em meio a tantas dificuldades e dores posso sentir a misericórdia de Deus agindo sobre mim, vindo ao encontro e me ajudando a superar tudo com sabedoria. Fitar o olhar em Deus me faz segui a diante, enfrentar meus fantasmas, confiar em seu amor, despojar-me em sua graça. Comungar o corpo e o sangue de Cristo me dá forças para mais uma semana de superação e conquista. O que eu e você não podemos esquecer é que Deus está aqui ao nosso lado, e mesmo que em momentos de fraqueza achemos que não, é quem nos leva em seus braços porque não sabe nos deixar para trás. De tudo fica a certeza de que minhas lágrimas de hoje serão ouro amanhã." Sim, eu consigo ver FELICIDADE nisso tudo... e à quero agora.
http://www.youtube.com/watch?v=X495oVHbZ98

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Tudo novo, de novo.

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Tenho escrito muita coisa... a uns tempos atrás numa viajem, levei um caderno e escrevi... ainda tenho feito isso, e decidi compartilhar. Estou passando da hora hoje, já era hora de dormir, então vou deixar aqui um texto que traduz um pouco o que tenho passado.
E, no meio de tantas mudanças, muitas rupturas. Algumas coisas foram encaminhadas pro novo destino, outras se perderam irremediavelmente. O que sobrou posso contar nos dedos, antes eu mal conseguia fechar as gavetas_ tão abarrotadas de coisas, pessoas, lembranças. Mas o que houve afinal, além de um processo íntimo, pessoal, intransferível? Uma mudança externa também, porque há sempre um desconforto em quem se acostuma com o nosso comportamento mais antigo. E além de lidar com o luto da morte do que éramos, ainda o estranhamento dos que não aceitam o que nos tornamos. Porque mudam os gostos, a disposição e os planos. E alguns reagem como se você os tivesse abandonado no meio de uma viagem a dois por outro continente, quando só você sabia falar a língua local mesmo que os impedisse de aprender o idioma . E, no meio de tantas mudanças, algumas desavenças. Só porque aqueles mesmos não entendem, não entendem, não entendem, porque não querem aceitar, que tudo é tão dinâmico e que nem deve ter sido tão brusca essa mudança, mas que a coisa maturou durante um tempo em que só queriam que você se envolvesse numa história DELES, que se misturasse nas emoções DELES, que traduzisse o mais íntimo DELES. E, ao mesmo tempo, você estava amadurecendo uma mudança sua e a coisa toda doía, doía. Mas eles não perceberam. Porque a demanda sobre a vaidade deles era grande demais, importante demais, imprescindível demais pra sua poesia. E, de repente, a minha poesia não queria falar mais sobre nada disso. Minha poesia queria ser uma carta anônima, um silêncio, uma brincadeira. Minha poesia não queria ser nada além de uma frase jogada do mais íntimo de uma iluminação sobre um determinado assunto. Porque, no final das contas, o que escrevo nem é poesia... é prosa, é carta, é desabafo, é qualquer coisa. É um bilhete manuscrito pregado no espelho só pra desejar “Bom Dia! Marla de Queiroz